terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Parvo

O tempo corrói, impávido, a mola mestra do meu ser
E mostra os palpos roxos, voz atávica que ressoa
Esvai meu pranto, me esvazia sem vontade de chorar
Emudecido, comovido, contorcido em quase-desespero
Está tudo torto, tudo torpe, tudo sem maior sentido
Mas não dou ouvido: desentorto, me esqueço e paro de escrever.

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